[DIRETRIZES] Transcendência

Numa jornada de criação artística, nos deparamos com alguns tópicos que incitam a troca ou o desenvolvimento conjunto em algum âmbito, mais superficial ou profundo, de acordo com o que se cria, posicionando o objeto concebido como dependente da troca relacional com o espectador para a formação de sentido.


Diante dessa afirmação, apesar do constante comportamento operativo, aqui nos desprendemos da realidade material, pois há um indício de ausência de signos, símbolos, significados ou plataformas para a explicação clara do que se desenha, assim, a ausência de meios para adjetivar objetos, caracterizar coisas, pontuar atividades, explicar sentimentos ou descrever momentos é cada vez mais comum, uma vez que a crença que estamos em constante criação, como objetos e operadores, nos projeta constantemente frente ao mistério.


Transcende ao entendimento a alma, o sopro e a vida por suas inesgotáveis possibilidades, formas e dinâmicas. Parece prudente então, fomentar as relações para uma maior obtenção de sentido sobre o que se produz, incluindo no ciclo também realidades alheias para uma maior e mais plural carga interpretativa.


O presente e breve texto é um convite à constante transcendência, afinal, por aqui, quase nada se explica e quase tudo se vive.


Diante disso, separamos alguns filmes que norteiam e aprofundam o assunto levantando acima:



A DUPLA VIDA DE VÉRONIQUE [Krzysztof Kieślowski]



A FRATERNIDADE É VERMELHA [Krzysztof Kieślowski]


PATERSON [Jim Jarmusch, 2017]


I ORIGINS [Mike Cahill, 2014]